Hoje é dia de chuva de palavras. Entre mulheres doridas. Que pena que eu tenho de não haver um truque para transformar a solidão! Em forma de nuvem que despejasse mimos e gestos e beijos e toques de pele e gargalhadas também. E languidez e sexo e espera e desejo. Alguém já deve ter tido uma ideia igual: a de narrar aquela história da solidão que mata, que mói e mortifica o olhar.
Olho para os olhos das mulheres molhadas pela dor do vazio e vejo nelas o saudoso ser. Ele. O não estar lá. A secura no horizonte de uma íris sem brilho. A chuva cai pelo rosto em lágrimas maternais - tempestades de emoções incontroláveis que descem, qual lava, para libertar o vulcão. É preciso descrever isto, descrever o silêncio das mulheres sós para lhes mostrar que o amor não volta..., nem mais acre, nem mais doce, nem mais...
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