segunda-feira, 31 de dezembro de 2012




Emigraram todos: o Zé, o António, o Rui, o Mané, o Casimiro, o Filipe, o Xavier... e depois os outros, os que emigraram para sempre... os que tinham o passaporte da família e não voltam mais. Permanecem nos vidros das molduras com os seus sorrisos históricos e os seus olhos de segredo. 
Ficamos nós, as mulheres brandas, com os sonhos incompletos e as histórias de amor por terminar. Os votos de fim de ano parecem voláteis e indefinidos como se tivessemos que eleger um só caminho para onde voltar. Não há retorno para os que partiram de mansinho, pois foram com os tempos e os dias e as palavras rápidas. Deixaram-nos expectantes e a querer amar.
Permanentemente.
Permanentamante.
Assim seremos...










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