Canto onde as palavras se arrumam e as músicas se aconchegam...
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
No Tal Amor O amor não é um quarto reservado, nem lugar cativo, nem lugar marcado. O amor é um bilhete grátis de uma lotaria de Natal. O amor é um passe especial para uma viagem à verdade. Do amor nunca se quer metade.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Ver-te para Crer
Foi a semana do silêncio da música, feito de pausas e ritmos mornos que me fizeram lembrar as paisagens de ilhéus felizes Foi a semana de perceber o verde e o azul... Foi a semana sem nada de ruído, de risco, de rasuras, de raiva Foi a semana da música silenciosa, daquela que desliza na tua pele e a suaviza devagar, devagarinho...
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
libertação
a liberdade de fazer do tempo um caminho mágico
livre - a idade de tornarmos o tempo nosso
livra-te de deixares que te atrapalhem a vida
porque a tua verdade
é seres livremente
TU!
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Nem um sonho meu...
Sonhar um acorde dado,
sem música.
Sonhar acordado,
Onde?
Se não voltas mais
e o meu sonho nunca se há de refazer!
Sonho outra vez com as mesmas cores
mas as dores são outras
bizarras e duras...
Não me aturas mais
a não ser no teu sonho só
porque o meu está povoado de
abraços e cheiros
daquele sonho de ser sem dó
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Açores! Partidas e chegadas das baías que emolduram o rosto das nove ilhas. Grande verde espalmado em escotilhas de um navio que se ergue em proas várias. Lá e cá se veem vacas indolentes, envoltas no aroma das hortênsias, em dias claros, baços, brumosos e dormentes que nos deixam mudos, ledos e frementes.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
é o povo grande que pode encher estas músicas grandiosas, cheias de rosmaninho pelos dedos fora dos músicos. é a gente firme e hirta do interior que tece de cima para baixo os acordes das terras sãs. Miranda do Douro, miradouro de tradições, traduzidas nesta mistura de instrumentos, como se de almofadas de melodia se tratassem. Gostava de ser do povo para apregoar esta simplicidade e escutar o gorjeio dos pássaros, reproduzidos em sons que me levam à dançarice...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Bom norte
é preciso ter uma bússola para guiar para norte
porque a sorte não aparece no caminho
se não acertarmos o ponteiro devagarinho
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Resistir até doer o coração, resistir até chegar o verão. Não largar o braço. Empurrar pr'a frente E acreditar na estrela cadente. Resistir até chegar adiante, neste Portugal pequenino que tem o mar como sonho e a terra como herança e que resiste ao inverno porque quer plantar a esperança mas a terra é seca..., mas há-de chover mudança.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Vejam bem: até a nossa Liberdade já tem história até a nossa história precisa de se libertar!
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Sexta-feira branca
Lá fora
há o tempo da prece
porque parece
que tudo fica imortal,
mesmo essa flor passageira
que ressuscita em tulipa
E nesta figura
de um Jesus eterno,
lá se vai o inverno,
arrepiado por esta primavera de Luz
que começa
infinitamente
nos braços de Deus
e nos seduz...
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Esse olhar que não é meu
a rua da calçada leva-me o olhar que já foi teu
e, agora, de mansinho,
sobe pelas escadas do Codeçal.
os rostos dos demais descem a mesma calçada,
acompanhando a minha passada
porque, no fundo,
o olhar fica só meu
perdido no rio que me abençoa,
sendo ateu
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Homenagem silenciosa
o Porto é um sítio de linhagem
que, na passagem do tempo,
se fez nobre.
o Porto corre nos braços do rio
que, num desafio,
o abraça nas altivas pontes.
o Porto, de invicta alma,
nunca se acalma
porque duro é o seu granito
expresso num grito
de perene liberdade.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Boa sorte?
Onde estás, Xavier,
que tardas tanto em chegar?
Para onde vais
e não me queres levar?
Vem buscar-me
que eu vou contigo
para esse abrigo
que é o teu braço forte
que me indica o norte
e me faz feliz!
Onde estás, Xavier,
porque eu sei que existes
e que és diferente
de toda a outra gente
que faz da mulher
aquilo que quiser?...
Onde estás, Xavier?
Fico à espera na rua
que é a minha casa
onde eu estou nua,
menina sem asa,
a quem falta colar
uma pena à outra
para poder voar.
Aqui estou, Xavier...
segunda-feira, 10 de março de 2014
Há?
Vá!
Fala!
Cala!
Nela estás
E faz
Muito amor mudo!
Lá!
Foi o sítio
Esquisito
Onde estive
E te tive a 100%...
Tá!
Gosto,
Cheiro a mosto
De um amor ressequido!
Cá,
Em cama de lã
Fizemos amor,
Depois no sofá!
Má!
A hora do abraço,
Sem laço,
se desprendeu!
Ah!
Bêbedos com hortelã,
Açúcar, aguardente,
Numa noite ardente.
Vã,
a receita louca
de te amar
demais!
Já !
Já não
Há ditongo,
Mas palavra muda,
Aquela que diz:
Até amanhã!
20 de março de 2014
chega hoje a Primavera
e é sincera esta vontade de fazer,
fazer
e refazer o nunca feito.
chega este tempo de cores
e os amores,
que despertos estão,
ficam calados,
sem som de telefone
que informe
que ainda não chegou o verão
e que a primavera
aqui está,
num tão desejado abraço
de sol
e de águas de março
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Voos
Adeus pelos que partem sem aviso,
A Deus os levam asas brancas,
maculadas.
Que importa?
Se vão suadas....
Que valem? Para onde vão?
Se voam, leves e soltas
Deste terreno tão chão...
A teus olhos já não vejo
Porque partiram de vez.
Que me interessa?
É só desejo!
Olhos que voam,
Ensejo
De voar contigo
Outra vez. Mas as asas se partiram E os olhos já fecharam. Todos vão, todos se calam, pestanas esvoaçaram...
Adeus pelos que não ficam cá.
Deu-lhes Deus uma outra asa,
vão etéreos, alma em brasa
até ao outro lado de lá...
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Mais uma vez, o texto das mulheres se faz em contextos parecidos que até se tornam aborrecidos de tanto se repetir.
É o amor amargo e amargurado de quem deu um passo de gigante e se perdeu, ofegante, no meio de uma selva de solidão.
E então chega a vez: o rosto das mulheres que restam, fica raso de água, não mais para chorar, mas para derramar desejos de partidas para outras marés, mais límpidas, mais ondulantes, mais benfazejas.
É então que se levantam e cantam odes de louvor à coragem que, de miragem, se tornou oásis quente onde os textos, já enxutos, começam sempre pela palavra EU...