já sei que nunca virás! isto do amor, parece ser estranho para mim!
sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Vi- te à porta, mas não me conheceste. Voltaste as costas ao futuro, seguindo o teu caminho marcado e rígido. Tens a altivez de quem se toma por indestrutível. Ficaste quieto e impassível como se eu fosse um fantasma desse tempo que queres apagar. A mudez da alma faz-te mal e fez-nos mal.
Encostei-me à porta com pena de a não poder abrir de novo, contigo, usando a chave-mestra do amor infindo.
Preferes o silêncio, a embriaguez da noite, o olhar sem gente, a defesa nos gestos, a indiferença orgulhosa.
E a música colorida, não a sentes; só a ouves num timbre só, numa só melodia.
Fechaste-me a porta porque me reconheceste.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Erosom
ela abriu-se para ele,
ele sentou-se no chão.
ela gritou-lhe ao ouvido,
ele negou-lhe o perdão.
ela cantou um sussurro,
ele afastou-a depressa.
ela beijou-lhe o sobrolho,
ele rasgou a promessa.
ela amansou-lhe o peito,
ele mordeu-a na mão.
ela fê-lo marinheiro,
ele quis ser capitão.
ela carpiu sem parar,
ele perdeu a razão.
ela deu-se transparente,
ele tornou-se betão.
ela fugiu para longe,
ele parou na varanda.
ela sentiu-se liberta,
ele achou-se patrão.
ela guardou a memória,
ele fechou-a em caixão.
agora, onde eles estão?
ela, nos mimos da vida,
ele, num estranho saguão...
Coração radiogra-fado
Ontem, vi como é difícil consertar o coração! Porque vi uma sombra curiosa! Porém, não há ferramentas novas...; é que tudo parece igual, repetido, e sem solução e o coração estremece sem fôlego para nova irrigação...
Hoje, tudo parece já visto, sentido, falado, tocado, apalpado e ultrapassado.
Um exame de uma sessão dupla!
Amanhã, tudo será igual, num batimento repetitivo e conhecido, sem sombras na radiografia dos dias, das pessoas e dos gestos. Exceto o sorriso e a ternura, a sombra era igual ao que eu já vira outrora..., num eletrocardiograma que se perdeu num corpo sem ventrículos!
segunda-feira, 11 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
a história e a memória fazem-nos prisioneiras de contos de fadas que não têm finais felizes.
há que aprender a escrever uma nova narrativa, menos ingénua, menos doce, com menos heróis e menos amores...
mais ou menos assim:
era uma vez um príncipe e uma princesa que cantavam e dançavam juntos para afugentar a solidão.
e ficaram assim...,
guardando as memórias e as histórias que, durante muito tempo, tiveram que recontar...
era uma vez um príncipe e uma princesa que cantavam e dançavam juntos para afugentar a solidão.
e ficaram assim...,
guardando as memórias e as histórias que, durante muito tempo, tiveram que recontar...
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