Canto onde as palavras se arrumam e as músicas se aconchegam...
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
E ei-las que partem as meninas...
para longe dos meus olhos calmos...
partem-se-me as pupilas pequeninas
de choros,
bálsamos
pelas meninas dos meus olhos
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Não acredito que os amigos morram! Creio que vivem sempre nas palavras que deles lembramos, nos afagos que deles recebemos e nas histórias rotas de riso e de rasgo que com eles construímos.
Os amigos renascem sempre quando partem porque deles fazemos deuses e fazemos destes vivos!
sábado, 24 de agosto de 2013
Transcrevo a letra da música,
pois ela me faz pensar
se o mundo é feito de vida
por que razão atrevida
o coração, mesmo morto,
continua a palpitar?
"só deixo meu coração na mão de quem pode
fazer da minha alma suporte para uma vida insinuante
insinuante, anti-tudo que não possa ser, bossa-nova hardcore, bossa-nova nota dez
quero dizer, eu tou para tudo nesse mundo, então, só vou deixar meu coração, a alma do meu corpo, na mão de quem pode e absorve todo o céu, qualquer inferno, inspiração na vagabunda intenção de se jogar na dança absoluta da matança do que é tédio, conformismo, aceitação..
porque eu não quero teu ciúme, que é o cúmulo de dúvida, incerteza de si mesmo,
jogado como lama anti-erótica na cara do desejo mais intenso de ficar com a pessoa.
eu não tou à toa, eu sou muito boa para a vida, eu sou a vida oferecida como dança.
e eu não quero "te dar gelo", diabos que o carregue, vê se aprende, se desprende.
vem pra mim que sou a esfinge do amor, te sussurrando: decifra-me, decifra-me..
só deixo minha alma, só deixo o coração, na mão de quem ama solto!
eu vou dizendo, que só deixo a minha alma, só deixo o meu coração,
na mão de quem pode fazer dele erótico suporte para tudo na vida.. "
"katia b", katia bronstein para os amigos.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Encontrei hoje uma mulher engraçada num dos momentos de pausa. Como eu, também ela ficou sem graça. Desgraçadamente deixou de ter asas, sem partida nem chegada. Queria muito ser ave, sem ser garça de artista nem columbina de arlequim. Queria mostrar sua graça. Tornou-se modelo para mim.
A tal mulher graciosa cantava notas de graça e modinhas de bem querer. A sua voz era grande e dava para sossegar. Chegava alto com ela. Quem me dera também voar...