SONETO REFUGIADO
As
mulheres correm junto ao arame
Que
lhes rasga as almas e a pele,
Deixaram
longe os filhos, num desmame
E
outros futuros com sabor a mel.
Esbracejam
outras no mar medonho
À
procura da terra prometida,
Nadando
atrás do pão e do sonho
Lutam,
agarradas, à frágil vida…
Vêm
de longe, com vestes diferentes,
Querem
os filhos num lugar melhor.
Falam
e gritam uma dor cansada,
Porque
lhes roubaram as suas gentes
E
só lhes sobra o corajoso amor,
Mulheres
de vida refugiada!
Sem comentários:
Enviar um comentário