as MULHERES
como nenúfares no meio de um lago
elas abrem-se à luz, todos os dias...
querendo, num afago,
captar a magia do mundo,
elas abrem-se à luz, todos os dias...
querendo, num afago,
captar a magia do mundo,
elas, num canto distante,
choram gotas de água
por entre as folhas verdes
para que os pássaros e os insetos
nelas pousem e delas bebam...
choram gotas de água
por entre as folhas verdes
para que os pássaros e os insetos
nelas pousem e delas bebam...
elas que vestem o burel e o sari,
o algodão e o linho,
arrumadas num fio de cabelo cristalino...
o algodão e o linho,
arrumadas num fio de cabelo cristalino...
como deusas sofrem pela vida e
pela morte
e deixam escorrer pelas pedras do lago
a força da sua seiva e da sua sorte
que as transforma em plantas invencíveis,
alcofas de futuro...
e deixam escorrer pelas pedras do lago
a força da sua seiva e da sua sorte
que as transforma em plantas invencíveis,
alcofas de futuro...
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