terça-feira, 17 de setembro de 2013




Nestes dias de abrir os braços ao outro, fico com a sensação que o mundo é mínimo e os corações grandes demais para tanta amizade. 

Recebo o viajante como se ele fosse um passeante eterno das minhas cidades, como se a Invicta o fizesse dono da muralha e a Capital o fizesse senhor das colinas. Recebem-no bem: não com um olá passageiro e desinteressado, mas antes um bom dia generoso e compreensivo - de explicar o mundo, de trocar as palavras e de resvalar para os abraços: é um bom dia de paixão.

Porto e Lisboa deixam de ser cidades para ser aconchego e mimo, nessas luzes difusas e quentes de quem só as vê às vezes...

E se ele voltar, que guarde sempre o olhar menino que vê o meu país como se ele fosse verde, como só fosse mar, como se ele fosse nosso.

Olá! Tão boa a música dos encontros! 







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