Nestes dias de abrir os braços ao outro, fico com a sensação que o mundo é mínimo e os corações grandes demais para tanta amizade.
Recebo o viajante como se ele fosse um passeante eterno das minhas cidades, como se a Invicta o fizesse dono da muralha e a Capital o fizesse senhor das colinas. Recebem-no bem: não com um olá passageiro e desinteressado, mas antes um bom dia generoso e compreensivo - de explicar o mundo, de trocar as palavras e de resvalar para os abraços: é um bom dia de paixão.
Porto e Lisboa deixam de ser cidades para ser aconchego e mimo, nessas luzes difusas e quentes de quem só as vê às vezes...
E se ele voltar, que guarde sempre o olhar menino que vê o meu país como se ele fosse verde, como só fosse mar, como se ele fosse nosso.
Olá! Tão boa a música dos encontros!
Sem comentários:
Enviar um comentário