Esse olhar que não é meu
a rua da calçada leva-me o olhar que já foi teu
e, agora, de mansinho,
sobe pelas escadas do Codeçal.
os rostos dos demais descem a mesma calçada,
acompanhando a minha passada
porque, no fundo,
o olhar fica só meu
perdido no rio que me abençoa,
sendo ateu
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