Hoje é tempo de lavar as lágrimas e de aquecer o coração. Não é possível insistir na inexistência. Só as mulheres bailarinas têm sucesso; e as dos camarins que se estendem languidamente no sofá e arrastam o vestido pelo chão. As dos lábios carmim que afiam as línguas na língua, também. E as das ancas largas, que gingam no passeio e no tacão. As que dançam no varandim da vida, ciosas e disponíveis. E as que usam mostrar-se inteiras, elas próprias, vingando por si só.
As outras cansam-se e cansam; refilam e enjoam, deixam-se levar pela prole. Sem tréguas. Raramente cheiram a perfume e nem sabem enroscar-se no varão.... Estão partidas e repartidas e os seus sonhos crescem comezinhos debaixo do lençol...
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