sábado, 26 de janeiro de 2013







Balancete

Fazer balanços dá nisto: uma eterna sensação de que funcionamos em função de Se, SE, Se.... E se tivéssemos dito de outra forma, e se tivéssemos agido de outra maneira, e se tivéssemos olhado com outra luz, e se tivéssemos calado o inominado, e se tivéssemos virado as costas ao desgaste, e se esperássemos mais tempo... E se o tivéssemos amado com outro jeito? E se quiséssemos só dar sem receber? 
E se pudéssemos filmar tudo de novo?
Nunca mais - é a resposta que o Tempo nos dá. 
A película rompeu-se, a câmara apagou-se, o cineasta foi embora.
Ficam as protagonistas,à espera de um novo "take", eternamente gratas pelas cenas de amor onde entraram. Eternamente gratas pela herança de carícias irrepetíveis gravadas em "slow motion".











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